ESG: o que é, como funciona e para que serve

O que é ESG? No mundo dos negócios, o ESG é considerado hoje um dos principais critérios para avaliar o desempenho de uma empresa. A sigla vem do inglês – environmental, social e governance. De acordo com o Pacto Global, iniciativa do setor privado para o desenvolvimento sustentávevinculada à Organização das Nações Unidas (ONU), “o ESG é um índice que avalia as operações das principais empresas conforme os seus impactos em três eixos da sustentabilidade – o meio ambiente, o social e a governança”. O Pacto Global entende ainda que “a medida oferece mais transparência aos investidores sobre as empresas nas quais eles estão investindo”.

Dividido em três pilares, cada aspecto traduz as ações das empresas em determinada área. Os critérios ambientais consideram o desempenho de uma companhia em relação aos impactos causados no meio ambiente.

Na esfera social, os parâmetros avaliam a relação com empregados, fornecedores, clientes e as comunidades, sob interferência das atividades de determinada organização. Com relação à governança, os critérios analisam a liderança da empresa, o pagamento de executivos, auditoria, controles internos e os direitos de acionistas. Com o ESG, a forma de mensurar as ações de empresas se tornou um recurso popular para investidores interessados em apoiar corporações que demonstrem os resultados práticos destas áreas.

Além de ser um caminho para facilitar a escolha de um novo investimento, os critérios ESG também são uma forma para que investidores de longa data acompanhem a evolução e as decisões da empresa.

Todas as empresas causam algum tipo de impacto no ambiente no qual estão inseridas. Dentro da área ambiental, por exemplo, as ações de uma companhia podem ser mensuradas pelos gastos com energia, o tratamento de resíduos, a poluição produzida e as medidas para a conservação ambiental e a proteção da fauna.

Por isso, ao entender quanto uma empresa depende de determinada fonte de energia, que pode estar atrelada a fatores climáticos, os investidores têm informações sobre elementos que podem colocar toda a operação em risco. Ao mesmo tempo, suponhamos que a corporação não dê a destinação adequada aos resíduos da operação, a companhia pode se tornar alvo de processos judiciais ou de manifestações populares, o que também é um risco para o negócio e para os investidores.

De acordo com o estudo Serviços de Sustentabilidade e Mudança Climática Global de 2018 realizado pela Ernst & Young, 97% dos investidores que responderam à pesquisa da empresa afirmaram que conduzem uma avaliação informal ou formal dos objetivos não financeiros reportados por uma empresa. A maioria deles, 65% dos respondentes, declarou que faz um acompanhamento informal, enquanto 32% disseram que conduzem avaliações metódicas e estruturadas. Apenas 3% disseram que não realizam acompanhamento de indicadores relacionados a ESG.

Segundo o mesmo estudo, critérios ESG têm um papel importante na tomada de decisões e os elementos avaliados dentro da sigla podem ajudar a mitigar riscos. No total, 96% dos respondentes afirmaram que as informações sobre as áreas ambiental, social e de governança foram consideradas durante a tomada de decisões, sendo que 62% disseram ser frequentes essas considerações, enquanto 34% falaram ser essenciais.

Em 2020, a Fundação Getúlio Vargas, por meio do Centro de Estudos em Finanças (FGVcef), lançou o centro ESG Investing, com o objetivo de entender melhor os impactos dos critérios representados pela sigla sobre os investimentos. Na época do lançamento, a coordenadora do FGVcef e do ESG Investing, Claudia Yoshinaga, afirmou que “cada vez mais os investidores em todo o mundo avaliam a aplicação dos seus recursos por meio também desses fatores não financeiros. A finalidade é apoiar práticas que melhorem a sociedade como um todo”.

Artigo por Jennifer Ann Thomas
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